26 de novembro de 2011

Lágrima de Quê?



Lágrima de quê?
Lágrima de alegria, Lágrima de tristeza,
Lágrima de teatro, Lágrima de Cinema,
Lágrima de emoção, Lágrima do coração,

Lágrima de choro, Lágrima de riso,
Lágrima de mágoa, Lágrima de água,
Lágrima salgada, Lágrima doce,
Lágrima calada ou Lágrima cantada,

Lágrima atenciosa, Lágrima de samba ,
Lágrima discreta, Lágrima desgovernada,
Lágrima chamativa, Lágrima colorida,

Lágrima de Carnaval, Lágrima de Natal,
Lágrima de cobras, Lágrima de lagartos...

Há tantos tipos de lágrimas, que nem posso descrever. 
Mas todas elas descrevem uma só lágrima.
Sua lágrima, em seus olhos, que escorrem... 
Em qualquer momento e em qualquer lugar.




12 de outubro de 2011

O Piano

O Piano

Numa simples cidade,numa ilha, com uma porcentagem pequena de população, vivia em uma velha e humilde casa uma pequena família.Vivia uma mãe, desempregada e cuidava de 3 filhos, ambos pobres pois o marido havia falecido meses antes.
Ela era rigorosa com o mais velho, o botava para trabalhar cortando lenha e mandava os dois caçulas irem pedir esmola, ou vender doces na cidade. Mas mesmo com Ira, a mãe tinha uma bondade doce feito mel com os filhos em casa. Era rigorosa no trabalho, pois não queria ninguém molengando  para não faltar dinheiro em casa.
Certo dia, a mãe dos meninos ficou muito doente. Teve um câncer e que não pôde tratá-lo pois não tinham dinheiro. O mais velho, enquanto cuidava da mãe em casa, ordenava os caçulas a pedirem esmola urgente na cidade. Os caçulas desceram o morro da vila onde moravam. Chegaram no deque e um falou para o outro:
- Vou ir pelo outro lado, pois lá tem uma quantidade maior de pessoas! Será bem melhor para pedir esmola.
- E tu se acha o espertinho?! Todos sabem que do outro lado, há uma parte abandonada que ninguém se arrisca a pisar mais lá...Dizem, que é assombrada!
- Tsc! Que assombrada o que! Isto é conversa pra boi dormir! Do outro lado, ouvi dizer que um pirata enterrou um tesouro há muitos anos atrás! Vá pro outro, enquanto procuro o tesouro – mentiu o irmão.

Na verdade, ele queria um pouco de tranquilidade, bolava um plano para salvar a mãe, sua moradia, seus irmãos... Sua vida.
Andava tranquilo e pensativo nas ruas empoeiradas pelo tempo. Passava por lojas de todas as marcas e produtos que podia se imaginar. Todas empoeiradas de terra e areia, imundas e apodrecidas... Sem nenhuma ação humana naquelas construções.
Ele passou por uma vitrine cheia de trompetes, tubas, flautas, tambores, violinos... Enfim, por uma loja de música. Ele pensou: “Puxa! Quantos instrumentos! Poderiam estar sendo tocados e levantando a alegria do povo, invés de ficarem ai... Apodrecidos e estragados  com o passar do tempo, sem olhares para apreciá-los!”
Deu um suspiro e continuou andando... Quando estava virando uma esquina escutou um estranho e suave barulho: “Dó...Ré...Mi..Fá!”.
O menino deu um pulo de susto, virando para o lado rapidamente. Nada, além do vento assoprando a poeira. “Algo se esconde de mim!” – pensou o menino. Andava para frente novamente, mas atento ao barulho. Novamente novos barulhos soaram pela rua: “Sol, Lá, Si, Dó!”. O menino se virou e foi atrás do barulho. “Mi,Mi,Dó,Dó!”...
- Por favor, não tenha medo e vergonha de se mostrar! Me diga onde está você! Quero muito encontrá-lo(a)!
Novamente barulhos com a resposta soaram: “Sol, Lá, Si.”
O menino foi vagarosamente até chegar em frente a loja de música abandonada. Entrou na loja sem mais barulhos, pisando e escutando o estralar das tábuas de madeira podres. Nada. Instrumentos de sopro, violões e violinos estavam pendurados nas paredes caindo aos pedaços. Ele subiu as pequenas escadas em forma de caracol e chegou ao andar de cima, encontrando apenas duas janelas grandes e mais instrumentos velhos.
Mas algo havia de diferente naquele andar: haviam papéis com desenhos engraçados  e em cima de cada um, um título diferente... Pareciam os papéis que via nos consertos realizados por músicos que  tocavam belíssimas músicas em violinos, violões, tubas e trompetes... Mas eram bem diferentes.
Logo ao lado, encontrou uma salinha apertada até parecendo uma cúpula.
Só havia sombras de violinos, violões e flautas nas paredes. Mas os instrumentos pareciam mais novos! Quem diria! Bem no centro havia um pano preto que você se perdia nele de tão escuro que era. A forma que ele cobria, nunca fora vista pelo menino. Talvez nem para os músicos e para a população de sua vila! Um holofote de luz vindo das vidraças do alto desta cúpula, cobriu o espaço negro do pano. O menino, não aguentando de curiosidade, pegou na ponta do pano e foi o puxando de vagar... Até encontrar um objeto de madeira com umas “coisinhas” brancas com peças pretas.
“Meu Jesus Cristo! O que é isso?! Nunca vi antes na minha vida, tal coisa tão parecida como esta!”-pensava o menino suando frio de medo e de curiosidade do objeto que acabara de descobrir.
Numa parte do objeto, estava escrito em ouro com letra cursiva: Piano
“Piano... Que nome lindo para este instrumento! Como coisa tão maravilhosa como esta pode estar abandonada todos estes anos aqui?!”
Uma das teclas do tal “piano” fez ecoar um som reconhecido pelo menino: “Dó, Si, Si,Dó!”
- Ah! Então era você quem produzia este som maravilhoso na rua! E aquele papéis são músicas compostas em po...pa... Piano! Isso! Quero ouvir mais de suas músicas!
O menino juntou todos os papéis do chão e os colocou numa tábua do piano. Então, o menino sentou-se no banco do piano e ouvia atentamente as músicas.
Havia várias lindas... Mas o menino até se emocionou com uma: “Brilha, Brilha, Estrelinha” linda canção!
Aplaudiu o piano encantado e ficou com vontade de permanecer ali para sempre... Mas não podia! Logo se lembrou se sua mãe doente e do trabalho que tinha de fazer!
- Ai! Como sou tolo! Ainda tenho que ajudar minha mãe e meus irmãos... Como fui burro em mudar o caminho... – choramingava o menino em um canto.
O piano permanecia parado, até que uma nota soou: “Dóóó...Ré,Dó,Ré,Dó,Dóó!”
Uma verdadeira orquestra começou a tocar e o menino foi parando de chorar... Parecia que sabia o que o piano tocava.
- Está... Se comunicando comigo?
“Si!”
- C-Como?! Nunca vi gente falar com instrumentos!
“Si, Sol, Dó, Láá!”
- Eu sou uma criança especial? Como assim?
“Dó. Dó,Dó,Ré,Mi,Fá!”
- Vai me ajudar? COMO?!!
“Ré,Ré,Mi,Dó,Ré,Mi,Fá!”

O menino e o piano começaram com uma conversa boa, até que os dois começaram a armar um plano para salvar a pobre mãe doente.
- Achei uma ótima ideia! Além de lindas canções, você toca lindas palavras!
“Dó...”
O menino despediu-se do instrumento e foi correndo até sua casinha, encontrando a mãe já bem enfraquecida...
- Filho... Enfim você voltou... Trouxe a esmola?...
- Não...
- COMO?! COF! COF! Ai, se não fosse esta MALDITA doença eu o daria umas boas... COF! COF! Palmadas!
O irmão mais velho, o admirou e viu que o garoto estava pronto para falar algo.
- Mãe, deixa que eu resolvo... Onde você estava? Por que não trouxe a esmola?
-  Eu posso contar uma coisa que vocês não possam acreditar, mas que vai ajudar a mamãe a se curar da doença rapidinho!
- COMO?! – perguntaram a mãe e o irmão mais velho surpresos.
- É o seguinte...
O menino contou a história toda do instrumento encantado, do lado abandonado, do plano que conversaram... (Mas não o disse, seria uma surpresa!).
- Filho, posso achar tudo isso uma doidera mas algo me disse que devo confiar em.. Cof! Cof! Você...
- Eu tenho total confiança em você também, mas acho que está dando desculpa esfarrapada para fugir do castigo!
Na mesma hora, a mãe branca feito neve, doente e enfraquecida puxou o braço do irmão mais velho com suas forças restantes e o encarou.
- Acredite no seu irmão... Ele pode estar dizendo a verdade!
- Tudo bem, mas quando você e seu “piano mágico” vão agir neste plano?
- Amanhã de manhã, para dar tempo de tudo.
Os três ficaram ali, pensativos “boiando” no nada. Mais tarde, o outro caçula chegou com uma pequena esmola e todos foram dormir.

No dia seguinte, o plano do piano e do menino entraram em ação. Bem cedo, na praçinha central da vila, TODA a população do outro lado e da vila mesmo se reuniram para ver o tal instrumento.
O menino, com sua roupa de sempre se apresentou com um breve discurso:
- Meus senhores, minhas senhoras. Hoje, todos verão a perda de um passado importante que deixaram do outro lado. Um instrumento lindo e curioso para mais de 100% da população, encontrado por mim em uma das lojas abandonadas, irá  deixá-los chocados e emocionados, fazendo-os rever o passado perdido. Prestem atenção, em cada nota tocada e sintam na pele... O mesmo que eu senti quando achei este item do passado.

Ninguém aplaudiu. Todos ficaram curiosos e também ficaram discutindo sobre o menino e a forma naquele pano preto.

Quando o pano foi retirado, silêncio total... A ilha inteira parou quando viu aquele objeto lindo e estranho. Todos estavam prestes a ouvir, o piano.
O menino se sentou no banco e começou a fingir que estava tocando as músicas, deixando todos impressionados inclusive com a habilidade do garoto naquele instrumento estranho. Na verdade, o piano encantado tocava sozinho sem dificuldades nem erros, pela primeira vez, com um sentimento de humanos: “felicidade” de estar fazendo uma ação boa depois de anos coberto na loja empoeirada.
No final, ele tocou a música que mais gostou de ouvir no dia em que descobriu o piano deixando todos chorando em colos e lenços.
Na última teclada, um mar de aplausos... Todos assoviavam, aplaudiam com força, orgulhando a pequena família do menino.
A mãe já despejando lágrimas ficou muito feliz com as músicas e com seu filho principalmente. Os irmãos também aplaudiam o garoto como se fosse uma estátua em ouro.
Todos felizes com as músicas na cabeça.
No final, homens e mulheres parabenizavam o garoto, deixando várias gorjetas em notas e moedas.
Mais tarde após o evento, a pequena família foi a um posto médico ali perto e todos os médicos já sabendo da mãe do garoto espetacular, os deixaram fazer uma breve consulta fiada.
Após os exames feitos, o médico ficou paciente olhando os resultados, com uma cara séria sem expressão alguma de alegria ou tristeza, deixando a família nervosa.
- Meus caros, não encontro nenhum sinal de câncer! Sua mãe está completamente curada! O organismo dela, parece nunca ter tido algum problema tão grave como o câncer! Meus parabéns... Essa é a primeira vez em que vejo a MÚSICA concertar esta doença tão séria e dolorosa!
Ninguém acreditava no que estavam ouvindo.
Felizes com a notícia e com o evento, a cidade inteira comemorou reabrindo novamente a parte abandonada da ilha, restaurando tudo o que havia sido perdido.
Nunca na ilha, a população teve um colorido e uma felicidade tão grande como antes!
O piano, havia sumido dias depois... Não foi roubado, queimado ou devolvido a loja. Ninguém sabia do paradeiro dele. Mas vários outros foram fabricados, abrindo ideias inovadoras na cabeça da população.
 A família que antes era pobre, ficou conhecida por todos e com o dinheiro recebido, construíram uma casa e lá moram eternamente e quem me dera, até hoje.
Podemos encontrar conquistas e felicidades até em objetos e na cultura! Infelizmente, metade do mundo não sabe como encontrá-las.
Fim

1 de outubro de 2011

Outubro Chegou e Novidades Também . . .

Outubro chegou.
O Contos de Fábulas está crescendo a cada dia, destes 10 meses.
Mas não só o Contos de Fábulas como outros planos estão disponíveis a vocês daqui a pouco!
Estou escrevendo um livro digital chamado Layla, mas o blog só irá ser aberto ao público assim que completar pelo menos 5 capítulos.

Neste mês, iremos ter 2 designs diferentes: um chamado Lolipop - do Dia das Crianças
e outro chamado Pumpink11 - do Halloween

Mais planejamentos estão sendo criados, ou desfeitos por causa e mudanças ou desanimação.

Atenciosamente

Mr.Chapeleiro

17 de setembro de 2011

Revirando o Velho Baú


Entrei no porão, encontrei um velho baú.
Sentei no chão e comecei a voltar no tempo.
Revirava as coisas e via fotos, cartas, documentos antigos e etc.

Sentia saudades de coisas do passado.
Sentia saudades de coisas que só podem ser
escritas ou reescitas num papel.

Odiava o presente, pensava no futuro.
Queria mudar tudo como Emília quis fazer
com a natureza.


Pensava nos brinquedos perdidos, nas cirandas de roda,
pessoas que só podem ser vistas em fotos...

Pensava somente no passado.

Pensava somente no que se passou.

Entrei em transe com que se acabou.

Fechei o baú graças a meu espirro por causa do pó.
O cartão de volte logo do passado.

Sai do porão pensando...
Resolvi mudar meus pensamentos.

Devemos lembrar o passado, mas não querer voltar.
Precisamos viver neste momento, o presente que um dia terá a chance de mudar.
E precisamos também levantar a cabeça pra frente e pensar no futuro da gente.







15 de setembro de 2011

Portas Novamente Abertas


Caros leitores,

Por devidos erros e mudanças, o Contos de Fábulas atualizou o design para um básico.
O fundo que eu ia utilizar tampava os títulos do blog.

Eu também, não estava aguentando mais em esperar e escrever de novo.
Há muita coisa pra fazer!

Desculpe-nos.
Atenciosamente

Mr.Chapeleiro

14 de setembro de 2011

Mudança de Planos


Caros leitores,
consegui colocar um tradutor no blog para que pessoas do mundo inteiro possam visualizar meus textos e poemas.

Mas as imagens não são modificadas e traduzidas.
Nos testes de design, o título seria um tipo de imagem,
mas como o tradutor não pode traduzir imagens então ficará
como está.

Enquanto ao resto, estará disponível e poderá ser visualizado daqui a alguns dias.

Atenciosamente
Mr.Chapeleiro

P.S.: participem da enquete ao lado para podermos tirar dúvidas!
(SÓ PESSOAS DO BRASIL E/OU PORTUGAL)


Tradutor no Blog! / Translator in Blog! / Traductor en el Blog!


Agora, o mundo inteiro poderá
abrir o livro!

Now the world can 
open the book!

Ahora, el mundo puede
abrir el livro!

Mr.Chapeleiro

11 de setembro de 2011

Blog TEMPORARIAMENTE Fechado Para Mudança de Design


O blog Contos de Fábulas está TEMPORARIAMENTE fechado para podermos fazer algumas
mudanças de design.
Os textos e poemas estarão parados por algumas semanas.

Desculpe-nos pelo transtorno!

Mr.Chapeleiro

World Trade Center - 10 years


The World Trade Center
10 years
*1973 +2001


Hoje, 11 de setembro de 2011 comemoramos os 10 anos
do ataque terrorista mais lembrado pelo mundo.
O World Trade Center ficou marcado para sempre como uma imagem trágica 
na cabeça do mundo inteiro.

As Torres Gêmeas como é conhecido o WTC, iniciou seu dramático 'show' naquela manhã.
Pessoas do mundo inteiro, viram mortes, depressões, desabamentos, suicídios de trabalhadores nas torres e etc.

No final elas se desabaram com uma poeira negra de terror e sofrimento.
Mais de 2.996 mortos. Incluindo o demônio e as almas penadas dos sequestradores dos aviões: 19.

Hoje em dia, o E.U.A está reconstruindo o que se desabou há 10 anos atrás.
Mas os holofotes que foram colocados para relembrar esta data, procuram nos céus uma esperança de que a paz dessa na Terra.


holofotes se centralizam no local das Torres Gêmeas (WTC)

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In English

Today, September 11, 2011 we celebrate 10 years
most remembered the terrorist attack the world.
The World Trade Center was marked forever as a tragic image
the head of the world.

The Twin Towers and the WTC is knownbegan its dramatic 'show' this morning.
People around the worldsaw deaths, depressions, landslides, suicides of workers in the towers and so on.

In the end they came down with a black dust of terror and suffering.
More than 2,996 dead. Including the devil and the lost souls of the hijackers of the planes19.

Today, the U.S. is rebuilding what was collapsed 10 years ago.
But the spotlight that have been placed to commemorate this datelooking forhope in a heaven of peace on this earth.


Word Trade Center before onde day of terrorist atacks.

In memoriam for victims of September 11th 2001 

9 de setembro de 2011

Sem postagens, nem Contos de Fábulas.


Leitores.
A vida não é feita de fantasias, cores, poemas e textos
como também é feita de realidade e compromisso.

Ás vezes vemos postagens do dia 6 de junho e depois desta, 8 de agosto, depois 11 de novembro.
Isso acontece com todo mundo: falta de tempo.

A inspiração e fantasia só vem naquela hora que ela insiste de entrar, para contar novidades para nós publicarmos.

O Contos de Fábulas não foi largado, abandonado ou fechado.
Só está desatualizado por um tempinho.

Mr.Chapeleiro

6 de setembro de 2011

Ideia Perdida




A ideia foi para o além.
Sumiu da cabeça de todos.
A lâmpada se quebrou em mil pedaços.
Todos ficaram perdidos no tempo 
da vida.

As pinturas escorreram.
As esculturas se quebraram e viraram pó,
um dos elementos do passado.

O teatro se fechou.
O roteiro acabou.
O figurino só era restos 
de retalhos de panos e tecidos,
pretos, cinzas e brancos,
sem cor.
sem ideia.

A luz explode na cabeça,
soltando faíscas de ideias.
A vida volta ao normal.

A arte volta, a cultura renasce.
O teatro acende suas luzes coloridas
em frente.
Para que a vida possa continuar.

Gabriel.A.S.G

8 de agosto de 2011

Poderosa e Venenosa - conto 1


Poderosa e Venenosa - conto 1


 Como sempre, estava voltando do trabalho num ônibus junto com o 'povão'... Mas desta vez foi diferente: vi uma coisa chique, esbelta, irritante e chamativa. 
 Um carro de auto luxo retrô, estava do lado do ônibus com uma motorista loira claro que cegava os olhos, óculos escuros enormes, batom vermelho parecendo rosa vermelha, de roupa vermelha e chique se mostrando aos passageiros do ônibus.
 Uma hora, ela virou a cara pro ônibus, tirou os óculos e riu:
 - Pena que vocês não tem este luxo todo, como o meu! Pobres!
 Todos ficaram-a vaiando e xingando. Mas eu nem liguei e olhei pro outro lado.
 Ela só ficava rindo de nós, olhando pro ônibus e vaiando também. E quem estava dirigindo o calhambeque? Todos começaram a voltar ao normal e a se sentar enquanto ela continuava fazendo caretas, xingando e etc. Até que... 
- AHHH!!! IRRRC!!! BUM!! - a perua tinha batido em um carro com uma faixa azul, vermelha e amarela.
- Qual é! Sai da frente toupeira! 
 O carro em que ela tinha batido era da Polícia, que parou na frente da loira no meio do cruzamento, ligou as sirenes e dois policiais desceram dele com uma cara daquelas.
- Oi! Como vai! Eu estava olhando pro ônibus e...
- Não fale mais nada! Venha com a gente... TOUPEIRA!
 Todos do ônibus começaram a rir de chorar mesmo.
 O cobrador e o motorista não paravam de rir.
 Os idosos sentados na frente, perdiam até a dentadura de tanto rir da perua!
 Enfim, foi um mico daqueles pra mulher mas ela merecia não?
 Poderosa e venenosa, sempre acaba virando pó de mico!

FIM

Poemas Restaurados - 1


Contos de Fábulas 1 - restauração


Poemas

SONHO DE ARTE

Quando deito na cama começo a sonhar.
Telas e tintas começam a rolar.
Cores para todos os lados
Espalham alegria no sonho.
O pesadelo e um medo medonho.
Mas com a alegria das tintas
O ruim vai embora.
As telas e as tintas
Param de rolar.
Quando vejo começo a acordar.
Mas a alegria nao vai embora.
Simplesmente e so lembrar
Dos sonhos que teve.
Ai seus sonhos começam a realizar.

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SOL E LUA

Sol e Lua.
Duas forças místicas.
Sol brilha.
Lua ilumina.
Juntos formam o Eclipse.
Mas na longa escuridão,
Surge um grande clarão.
O Sol aparece,
Mas logo se põe.
A Lua acorda
Com sua grande iluminação

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Textos recuperados do blog Contos de Fábulas nº 1 que foi perdido com dor profunda no coração em outubro de 2010.

Mr.Chapeleiro

7 de agosto de 2011

1 de agosto de 2011

Restauração do 1º Blog

Caros leitores,
A um ano atrás meu primeiro blog Contos de Fábulas foi abandonado pois meu usuário não entrava mais (talvez a senha 'quebrou').
E agora neste novo blog estou querendo restaurar meus contos e poemas jogados na poeira.
A cada dia ou semana, eu irei publicar um post com dois poemas, ou um post com um texto.
Aguardem!


Mr.Chapeleiro

29 de julho de 2011

Poeta & Poesia

A poesia é uma mistura de magia e filosofia.
O poeta não vive no mundo da lua. Ele tem criatividade e inovação, coisas que quase ninguém tem.


O poeta se solta, mistura a outro mundo desconhecido e diferente o do que vive.
O poeta respira conhecimento, sentimentos, objetos, imaginação e mistura tudo isso dentro de sua mente onde é um enorme caldeirão.



Poeta & Poesia. 
Duas palavras que combinam e se você perceber, também rimam.







24 de julho de 2011

Planeta Diferente


Quero ter um planeta diferente.
Onde a natureza é mais jovem,
Onde as florestas são mais verdes de todos os tons,
Onde as nuvens são feitas de algodão macio,
Onde o céu é azul com um diferente pôr-do-sol nos fins de tarde.
Quero ter um planeta diferente,
Onde ricos se transformam em bobos da corte,
Onde palhaços gritam alegria a sociedade.
Quero ter um planeta diferente,
Para começar um mundo novo,
Cheio de esperanças que um dia a Terra pode tê-las.


Créditos: livro - ''Classificados Poéticos - Roseana Murray'' 
                 espetáculo ''Alegria - Cirque du Soleil''

21 de julho de 2011

Poesia Presa na Ditadura Militar


A poesia era pobre na Ditadura Militar.
Quando o poeta começava a recitar,
Logo mandava-o se calar.
A poesia foi presa...Ninguém tinha o que criar.
Até que um dia o povo se revoltou
E a Ditadura se rendeu.
Soltaram todos que estavam presos,
Inclusive a poesia. Oh! Fizeram uma festa de tanta alegria!


Autor: Gabriel A.S.G.

18 de julho de 2011

Quando A Riqueza Bateu Na Minha Porta

Outro dia, eu estava em minha casa quando alguém bateu na minha porta.
Quando eu abri, lá estava ela de frente pra mim.
- Olá, quem é você por acaso?
- Olá! Sou a riqueza e vim lhe trazer um presente.
- Um presente? Mas nem é meu aniversário!
- Eu vim lhe trazer eu mesma: riqueza.
- E por que motivos você veio me trazer a riqueza?
- Quero fazer de você feliz, alegre, sorridente com dinheiro.
- Desculpe riqueza, mas já sou feliz com tudo que tenho: moradia, boa educação, roupa, alimentação, higiene e o melhor de tudo... Saúde! Dinheiro até tenho, pode ser uma moedinha que não tem problema. Tem pessoas mais pobres que eu e as vezes vejo algumas delas sorrindo feliz com a vida que leva, dando graças a Deus por viver. Vá embora e hipnotize outro!
 A riqueza foi embora calma, sem xingar nem falar nada...Saiu calada.
Outro dia, meu vizinho estava com um monte de caixas no apartamento, algumas coisas empilhadas e o apartamento vazio. Ele estava tão triste que lágrima escorriam de seus olhos como se fossem um rio. 
- O que ouve meu caro vizinho?
- A riqueza bateu na minha porta e eu a atendi.
- Mas o que ela fez?
- ELA, não fez nada...Só me deu dinheiro e mais dinheiro que dava pra comprar até o planeta. 
 Mas ai eu fui gastando adoidadamente sem perceber o perigo que eu corria... Conquistei amigos, mansões, terrenos, helicópteros, empresas chiques e famosas, marcas registradas...  
   Até que um dia chegaram contas de tudo que eu havia comprado. Pensei: 'Ah! Contas são as melhores cartas que recebo agora pois tenho dinheiro e posso pagá-las...' Mas quando enfiei a mão no bolso, não tinha nada a não ser o tecido da minha calça. Os cofres, cartões, carteiras... Tudo vazio... Sem nenhum dinheiro. Tive que vender tudo, despedir meus empregados, devolver as empresas e marcas registradas... Eu estava tão pobre que tive que vender meu apartamento. Agora estou aqui... Infeliz, sem nada... Nem moradia tenho mais!!
  Voltei pra casa pensando na riqueza... Como eu fui esperto e consegui escapar de um perigo tão grande!!
  No final da tarde, meu vizinho com as roupas do corpo foi indo embora com sua trouxa para algum lugar da rua pedir esmola.



Moral da História: Seja feliz com o que você tem. Não peça a riqueza a Deus, mas só agradeça-o todos os dias pelo o que você tem para sobreviver.



5 de julho de 2011

Rainha Alice - EM BREVE



Estou trabalhando a história 'Rainha Alice' que será publicada no blog em agosto ou setembro, devido ao tempo e a finalização da história.
Ela conta sobre a Alice, a famosa personagem de Lewis Carroll, que após suas aventuras no País das Maravilhas, é convocada para um questionário da Rainha Vermelha e da Rainha Branca para ela se tornar a única Rainha do País das Maravilhas.
Está história já existe mas eu modificarei ela um pouco para não copiar a história verdadeira.


Devido ao tempo, a criação e montagem de imagens, o 'tamanho' da história demorará bastante para ficar pronto. Mas eu prevejo que ela provavelmente será publicada nos meses seguintes após julho (agosto ou setembro).


Espero que gostem quando eu publicar!
Lembrando que nesta semana o blog está voltando a funcionar normalmente.


Mr.Chapeleiro

Recado Rápido

Caros leitores,
Estou aqui para dar um ligeiro recado: nesta semana voltaremos a escrever contos e poemas.
Algumas surpresas estão por vir:


- Quando A Riqueza Bateu Na Minha Porta - conto (já pronto)
- Poemas novos
- Contos


Estou trabalhando em um texto chamado 'Rainha Alice' que provavelmente será finalizado em agosto e publicado em setembro ou até antes.
Minhas férias estão chegando e terei mais tempo para entrar no blog.


Atenciosamente
Mr.Chapeleiro

4 de junho de 2011

Loucos no Hospício

                                                       

Uma vez, em um hospício daqueles que Deus nos acuda, haviam dois loucos ''conversando'' coisas sem noção.

- Dããã.... Viu a novela de ontem? Nham... nham...
- Mmm.... Qual? Aquela que um menino sai voando de bicicleta com um etê? Baah baah...
- Nhaim!! Você é bobo demais!
- Bobo é você! Nhaim...nhaim...

E assim foi a discução dos dois, até que um deles escorregou num tapete de seda e caiu com tudo no chão... Ficando mais louco ainda!

- BÁÁÁÁÁÁÁ
- Quem é você? Nham.. nham... - disse o que não tinha caído.
- BÁAANNN... QUEEE??!!
- Disse se você é uma barata... Nham nham...
- NNNN!!! BARATA??!! LA CUCARA..TCHÁ!!
- Naim... naim... Isso é um funk... Eu acho...
- Quem é você??
- Eu sou o quem é você... baahhh...
- Tá tudo errado... Eu sou o quem é você!
- Então quem é você?
- Eu sou o quem é você...

E assim lá se foi os dois se discutindo... até que eles escorregaram e os dois cairam de cabeça no chão. Com tanta pancadaria, os dois recuperaram a memória:

- Ann? Espedito!!
- Benedito!! Quanto tempo!!
- Que estranho... Eu me lembro da última vez que estávamos brigando por alguma coisa...
- Eu também! Tente lembrar!

Os dois ficaram pensando... pensando.. pensando.... pen... BUM!! Pensaram tanto que a inteligência foi além de onde Judas perdeu as botas, as calças e etc.

- Dããã.... Quem é você?
- Nhh!! Acho que sou o quem é você!
- Baaahh!!! Baahhh!! Eu sou o quem é você!!

E lá se vai repetir tudo de novo...

- Quem é você voz do além?!
Sou o narrador e quem tá no além é sua avó!!
- VOVÓ?! QUANTO TEMPO!! TÁ CONTANDO HISTÓRIA??!!
- BAAAH!! SÁ PÁ LÁ!! TAMBÉM QUERO ESCUTAR VOVÓ!!
- Não!! A avó é minha!
- Não!!! Minha!!
- Minha,minha,minha...

E como eu ia dizendo, lá se vamos nós de novo...
- VO...
NÃO FALA NADA!!! Coloca um FIM logo!!!




FIM

P.S. - Dããã... Que letrinhas mais bonitinhas... Pra que elas servem?!

Trem de Ferro


Trem de ferro, trem de minas.
Trem elétrico, trem bala.
Todos param em uma estação...
Copacabana...Eldorado...Tóquio...
Mas nenhum deles passa no meu coração.
Onde está, o trem da alegria?!
Onde está... O trem da amizade?!
Na verdade, o trem sou eu.
Só tem que acordar um pouco
E pensar nos sentimentos que a vida tem.
Trem de ferro, trem de minas...
Vá rápido pra bem longe,
Para ver minhas ''minas''...

3 de junho de 2011

Voltamos!!

Olá autores! Voltamos a todo vapor em junho para continuar escrevendo poemas e outros!! O título NÃO ESTÁ SENDO MUDADO, mas está em reformas (será feito uma montagem de fundo). Voltamos a receber vocês com carinho e dedicação com poemas e textos!


Atenciosamente
Mr.Chapeleiro

22 de maio de 2011

Pequena Rosa


A Pequena Rosa tinha seus infinitos desejos.
O Pequeno Príncipe a tratava como rainha.
De noite, numa redoma de vidro que pediu,
A Pequena Rosa começou a cantar,
Uma canção de ninar.
O Pequeno Príncipe a perguntava:
 - Como você pode ser tão bonita?
A Pequena Rosa respondeu:
 - É que todas as noites, quando eu canto
   minha canção de ninar, a lua brilha me
   deixando mais vermelha para você poder me apreciar.

20 de maio de 2011

Sabiá da Gaiola





Sabiá na gaiola, não vive feliz.
Sabiá na gaiola, não segue sua diretriz.
Sabiá... Um pássaro sábio da Natureza não pode sofrer de tristeza.
Não só o sabiá fica preso na gaiola, como seus sentimentos ficam presos também.
Sua cor some de suas penas, seu bico fica rachado fazendo com que ele fique calado.
Não prenda um sabiá! Pois se você se tornar um amigo dele, um dia ele irá te visitar.