29 de setembro de 2012

Errar é Humano


ERRAR É HUMANO
(crônica escrita para um curso de aprofundação
de produção de texto).

A 2ª etapa terminou e logo veio uma bomba: recuperação em matemática.
Tenho um sério pesadelo com esta matéria, onde várias pessoas consideram como fácil, mas, para mim, parece um monstro de sete cabeças.
Quando pego os exercícios, o problema aumenta, pois sinto que não irei conseguir relembrar várias matérias de cinco meses em três semanas.

Os plantões ajudam a tirar dúvidas em questões difíceis, porém, tenho mais dúvidas desde as mais simples até as medianas. Imagine só se eu receber a prova neste momento valendo sessenta pontos com as questões mais difíceis?! Iriam me dar alguns décimos, pois iria errar todas!

Os dias se passam e com ajudas e suportes confiáveis de pais e professores, minhas dúvidas tornam-se tolas. Os exercícios parecem mais fáceis e o X,Y,Z que antes pareciam uma monstruosidade, tornaram-se amigáveis.
Os esquemas ficam certos, mas de vez em quando escorrego em alguns sinais que deveriam ser mudados e, com a pressa, erro até contas bobas!

Outro dia entrei na sala do último plantão e meus colegas mais próximos que me acham um “nerd”, como chamam os inteligentes hoje em dia, ficaram surpresos com minha presença.
Eles disseram: “VOCÊ aqui?!” e simplesmente sorri e disse: “Errar é humano, não sou uma máquina!”.

Eu estudava em um outro colégio há muitos anos, cujo o lema era: “gente que forma gente”, mas estava mais para: “gente que forma máquina”. Acho um absurdo você ter que estudar horas e horas sem descanso, para provas surpresas de qualquer matéria, valendo mais do que dez pontos.

Enfim, ainda irei fazer a prova de recuperação, mas mesmo assim, tenho fé que passarei nessa avaliação, para mudar minha frase que antes tinha uma posição negativa, para outra muito melhor:

“Não erre apenas, acertar, também é humano!”

Fim

23 de setembro de 2012

Estrelas Companheiras



"Sou como a Lua: mesmo que seja a noite mais fria
e escura de todos os tempos, sempre estarei iluminado 
por estrelas."

Gabriel Seretni

8 de setembro de 2012


Rainha Viúva Negra

Não se sabe até qual ponto um romance irá chegar. Beijos e abraços podem ser tornar uma guerra constrangedora derramando sangue inocente e louvando poderosos generais. Em uma noite, a Rainha olhava pela janela vendo seus soldados e generais em suas cabanas. Bebiam e faziam a festa, comemorando mais um dia de batalha.

Não a lhe cabia na cabeça tanta comemoração por causa da guerra. Nem tantas vitórias e conquistas de terras inimigas inúteis.
A Rainha era séria e misteriosa para o povo. Ninguém sabia o quanto poder tinha. Nem mesmo como era seu caráter.
Não sabia se era mais veneno, terror, ódio, traição e depressão que a fazia uma figura estranha e silenciosa, assim como algodão.

A Rainha tem em sua história, marcada a morte de seu marido, o Rei.
Os dois não eram muito unidos, nem mesmo dormiam em um único cômodo. Por incrível que pareça, o povoado do reino era satisfeito ganhos com a vida que levavam a cada dia.
A Rainha fora traída pelo próprio marido semanas após o casamento. Mas descobrira somente depois de dois anos, tempo suficiente para traição virar um casamento em segredo. Filhos foram gerados entre o Rei e uma plebeia que morava nas proximidades do castelo, vingança e ódio é que geraram na cabeça da Rainha.
A mesma fez a família traidora se queimar no fogo, junto com a mobília e a casa. Mas salvou apenas um único entre os cinco filhos, para ser seu futuro herdeiro. O garoto foi criado entre gladiadores e generais, para ser uma pessoa forte e destemida.
Ao completar vinte anos, foi para outros lados do reino, além dos pântanos e florestas.

Descansar, era a única opção para a Rainha naquela hora. O mais difícil de ser comandado naquela hora, era o sono. Foi para o quarto e dormiu, pensando estar na hora de colocar seu herdeiro em prática para acabar de vez com a guerra.

O reino estava vencendo e tinham conquistado milhares de terras. O povo comemorava nas ruas, casas, avenidas e em todas as partes. Mas para a Rainha, parecia um infinito pesadelo entre quatro paredes, que nunca iria lhe sair da cabeça.

16 de maio de 2012

Abandono

image by Rycardo - DEVIANART

- A cidade já não anda mais,
- Foi esquecida, jogada fora pela sociedade que não se encontra por lá mais.
- As luzes se apagaram, o homem desligou suas máquinas,
- As janelas respiram poeira.

- Já não dá mais para morar aqui.
- O barco de madeira, 
- Leva embora aquilo que chamavam de população.

- Os carros e as montanhas de prédios
- São presentes que o homem deixou,
- Para o vazio eterno,
- Que se mantêm sobre a cidade deserta.

by Gabriel Seretni 

17 de março de 2012

Onde Foi Minha Inspiração?

Há dias que não escrevo no blog, mas é por causa de falta de tempo para minha inspiração criar contos e poemas.
Mas pelo menos não desisti de escrever: sempre quase todos os dias, abro uma tela branca no Word e começo a digitar um texto enorme. 
Ás vezes acabo excluindo, por causa que a escrita vai indo e nunca chega em um ponto definido. 
Mas segue embaixo os textos definitivos que estão sendo escritos:


- Rainha Viúva Negra
- Veludo Vermelho
- Desabafo Entre Espelhos


Em breve serão publicados aqui no Contos de Fábulas, pois ainda há muito o que escrever!
Mr.Chapeleiro

29 de janeiro de 2012

Livros, Que Já Não São Mais de Histórias


Branca de Neve foi quase morta pela Rainha e entrou na guerra para vingança.
Rapunzel que encontra um foragido da lei e acaba sendo procurada também.
Cinderela que tropeça da escada, quebra o pé e sai mancando do baile, perdendo o encanto da Fada Madrinha e mostrando a todos que verdadeiramente, era uma criada.


Os filmes de contos famosos, tiveram suas releituras feitas por pessoas que queriam saber de tragédia, sangue e terror. Crianças menores de dezesseis anos, não podem ver mais filmes de heróis ou de contos de fadas, pois todos estão agora de uma forma mais obscura do que todos conheciam. Livros foram esquecidos em estantes, juntando poeira e perdendo todo o encanto que a maioria das pessoas conheciam, das verdadeiras histórias que são massacradas pelo terror nos cinemas. 


Chapeuzinho Vermelho já deu a louca e uma vez já virou filme para adolescentes. 
Lanterna Verde mostrou sua verdadeira história nos cinemas, mas colocando terror em seu vilão.
O que aconteceu com as histórias? Ainda existem, mas são ameaçadas de extinção. E o principal caçador delas, é os filmes computadorizados que não mostram a verdadeira face das  lindas histórias que muitas pessoas no mundo já conheceram e adoraram. Tanto até que foram criando mais e mais lados obscuros de quase todas as histórias. 


Livros, Que Já Não São Mais de Histórias







6 de janeiro de 2012

Estrela Apagada


No dia seis de janeiro de algum ano, um garoto sentou-se em frente a árvore de Natal gigante de sua cidade. A árvore tinha mais de dois metros de altura e era cheia de enfeites, bolas coloridas, lâmpadas hipnotizantes e o melhor de tudo: era natural e permanecia ali o ano inteiro. O garoto olhava para os galhos verde escuros, sentindo ainda um cheirinho que sentira no Natal. Ele sabia que naquele dia, ela iria ser desmontada, de acordo com a tradição, onde os Reis Magos voltaram a seus continentes. 
Ficava meio triste, pois só iria vê-la no Natal que vem, daqui a onze meses. Ele adorava aquela árvore, pois tivera boas lembranças ao ficar ao seu redor. Levantou-se, tirou a sujeira da calça e resolveu pegar uma de suas bolinhas para guardar de lembrança. Foi para casa feliz e guardou a bolinha dentro de um pequeno baú, onde guardava somente as coisas mais interessantes de sua vida que achava por aí, ou escrevia um fato fantástico ou legal ocorrido por ele e/ou junto com sua família.
Ao entardecer, os organizadores de eventos da cidade recolhiam os enfeites, sem perceber a falta de uma das bolinhas. Eles cuidadosamente colocavam os enfeites em várias caixas separadas enquanto conversavam o quanto o Natal era um evento especial para eles, desde quando eram pequenos. Ao fechar as caixas, a cidade parecia ter escurecido mais ainda, não por causa da noite, mas por causa da falta de magia do Natal. Os organizadores foram embora, esquecendo da estrela no topo. 
O garoto que ficara a tarde toda observando a árvore, voltou novamente a ela pois percebeu que a estrela tinha sido esquecida no topo. Sentou-se novamente com a ideia de escalar o pinheiro de mais de dois metros de altura para pegar a estrela, mas decidiu permanecer sentado, esperando o anoitecer, onde a estrela não brilhou mais, finalizando o último dia de comemoração ao Natal.