29 de janeiro de 2012

Livros, Que Já Não São Mais de Histórias


Branca de Neve foi quase morta pela Rainha e entrou na guerra para vingança.
Rapunzel que encontra um foragido da lei e acaba sendo procurada também.
Cinderela que tropeça da escada, quebra o pé e sai mancando do baile, perdendo o encanto da Fada Madrinha e mostrando a todos que verdadeiramente, era uma criada.


Os filmes de contos famosos, tiveram suas releituras feitas por pessoas que queriam saber de tragédia, sangue e terror. Crianças menores de dezesseis anos, não podem ver mais filmes de heróis ou de contos de fadas, pois todos estão agora de uma forma mais obscura do que todos conheciam. Livros foram esquecidos em estantes, juntando poeira e perdendo todo o encanto que a maioria das pessoas conheciam, das verdadeiras histórias que são massacradas pelo terror nos cinemas. 


Chapeuzinho Vermelho já deu a louca e uma vez já virou filme para adolescentes. 
Lanterna Verde mostrou sua verdadeira história nos cinemas, mas colocando terror em seu vilão.
O que aconteceu com as histórias? Ainda existem, mas são ameaçadas de extinção. E o principal caçador delas, é os filmes computadorizados que não mostram a verdadeira face das  lindas histórias que muitas pessoas no mundo já conheceram e adoraram. Tanto até que foram criando mais e mais lados obscuros de quase todas as histórias. 


Livros, Que Já Não São Mais de Histórias







6 de janeiro de 2012

Estrela Apagada


No dia seis de janeiro de algum ano, um garoto sentou-se em frente a árvore de Natal gigante de sua cidade. A árvore tinha mais de dois metros de altura e era cheia de enfeites, bolas coloridas, lâmpadas hipnotizantes e o melhor de tudo: era natural e permanecia ali o ano inteiro. O garoto olhava para os galhos verde escuros, sentindo ainda um cheirinho que sentira no Natal. Ele sabia que naquele dia, ela iria ser desmontada, de acordo com a tradição, onde os Reis Magos voltaram a seus continentes. 
Ficava meio triste, pois só iria vê-la no Natal que vem, daqui a onze meses. Ele adorava aquela árvore, pois tivera boas lembranças ao ficar ao seu redor. Levantou-se, tirou a sujeira da calça e resolveu pegar uma de suas bolinhas para guardar de lembrança. Foi para casa feliz e guardou a bolinha dentro de um pequeno baú, onde guardava somente as coisas mais interessantes de sua vida que achava por aí, ou escrevia um fato fantástico ou legal ocorrido por ele e/ou junto com sua família.
Ao entardecer, os organizadores de eventos da cidade recolhiam os enfeites, sem perceber a falta de uma das bolinhas. Eles cuidadosamente colocavam os enfeites em várias caixas separadas enquanto conversavam o quanto o Natal era um evento especial para eles, desde quando eram pequenos. Ao fechar as caixas, a cidade parecia ter escurecido mais ainda, não por causa da noite, mas por causa da falta de magia do Natal. Os organizadores foram embora, esquecendo da estrela no topo. 
O garoto que ficara a tarde toda observando a árvore, voltou novamente a ela pois percebeu que a estrela tinha sido esquecida no topo. Sentou-se novamente com a ideia de escalar o pinheiro de mais de dois metros de altura para pegar a estrela, mas decidiu permanecer sentado, esperando o anoitecer, onde a estrela não brilhou mais, finalizando o último dia de comemoração ao Natal.